Quais são as Principais Pragas do Café Arábica?

Conforme abordamos em artigos anteriores, a presença de pragas e doenças no cafeeiro pode ser muito prejudicial para a saúde da planta, oferecendo prejuízos para a mesma, e consequentemente também para os lucros do cafeicultor.
No artigo hoje vamos falar especificamente sobre algumas pragas que podem atacar a cultura de café arábica! Continue com a gente, e confira.

Broca-do-Café (Hypothenemus hampei)

São besouros que atacam, e se alimentam exclusivamente da cultura cafeeira, e por isso caracteriza-se como monófagos. Os machos apresentam-se menores que as fêmeas e diferentemente delas, eles não voam. Quanto a sua reprodução, as fêmeas depositam ovos dentro dos orifícios que por elas mesmas é executado. Após alguns dias, estes ovos eclodem, dando origem as larvas, que são as maiores responsáveis pela danificação do café. Isso porque elas se alimentam dos grãos, trazendo consequências significativas para a qualidade do mesmo, e também reduzindo o seu peso, ocasionando a diminuição do lucro do cafeicultor no momento da venda.
As perfurações feitas pelas brocas no grão do café, também se tornar porta de entrada para o ataque de outras pragas, trazendo ainda mais malefícios para o mesmo.
Algumas atitudes, como evitar deixar grãos para trás nas entressafras, contribui para um controle cultural deste inseto. Para controle biológico, existem fungos que podem ser utilizados, como por exemplo o Beauveria bassiana, que coloniza as brocas. Quanto as intervenções químicas, temos grupos químicos, como Clorantraniliprole, Abamectina e Espinosade.

Bicho Mineiro (Leucoptera coffeella)

Apresenta-se como uma pequena mariposa de cor branco-prateada. É dotada de hábitos noturnos, e por esse motivo se mantém escondida entre as folhas durante o dia.
Quando não é feito o controle desta praga, temos uma intensa desfolha o que traz consequências significativas para o potencial produtivo do cafeeiro. O ciclo do Bicho- Mineiro pode variar de 19 a 67 dias, podendo ser reduzido se sujeito a condições climáticas caracterizadas pela alta temperatura e baixa umidade. A mariposa põem sete ovos, e os deposita individualmente em folhas distintas. A lagarta acaba por penetrar a folha, alojando-se entre duas epidermes onde se alimentam e constroem minas, sendo esta a origem de sua denominação como Bicho mineiro. Este comportamento leva a destruição do parênquima paliçádico, principal responsável pela realização da fotossíntese, o que acarreta a desfolhagem.
Com relação ao controle cultural, são necessários tratos culturais adequados. Isso proporciona maior enfolhamento das plantas. Para controle biológicos utiliza-se insetos predadores do Bicho mineiro. A exemplo podemos citar as vespas, que penetram as minas e se alimentam das larvas. Quanto ao controle químico, faz-se uso dos grupos químicos, como diamidas, espinosinas, piretróide.

Cigarra (Quesada gigas, Fidicinoides sp. e Carineta sp)

São insetos hemíperos, ou seja, atacam diferentes culturas, alimentando- se de seiva.
Quando presentes na plantação, essas pragas executam furos no solo, feitos próximos ao pé de café. A presença das enxúvias e o som de cigarras machos cantando também são sinais de que este inseto está na plantação.
Conforme descrevemos acima, as cigarras não incidem exclusivamente sobre a cultura cafeeira, porém a presença destas nesta cultura pode ser prejudicial uma vez que as ninfas sugam a raiz do cafeeiro, o que leva ao depauperamento, a queda de folhas e a clorose (produção insuficiente de clorofila), resultando em prejuízos a granação. Em casos mais graves pode levar até mesmo a morte da planta.
O controle na maioria dos casos é feito por meio de inseticidas de diferentes grupos, como carbamato ou neonicotinóide.

Ácaro Vermelho (Oligonychus ilicis) e Ácaro da Leprose (Brevipalpus phoenicis)

Encontrado na face superior das plantas, o ácaro-vermelho gera a perda do brilho das folhas deixando -as com uma coloração bronzeada. Com isso, tem-se uma menor produção de clorofila, podendo levar a minimização da produção.
É propício a períodos mais secos e devido a isso, sua exposição a chuvas prolongadas pode levar a diminuição de sua população. Com isso, por vezes não é necessário realizar o controle químico.
O Ácaro da Leprose, também conhecido como ácaro da mancha-anular, é transmissor do vírus da mancha anular. Resulta na desfolha das plantas, bem como na redução da taxa fotossintética e da produtividade. Com relação aos sintomas, quando nos referimos as folhas temos a presença de manchas cloróticas, que se apresentam em forma de anéis que se estendem até grande parte do limbo ou ao longo das nervuras.
Nos frutos é característico o aparecimento de manchas amareladas em forma de anéis ou irregularidades deprimidas.
Para o seu controle químico, são utilizados acaricidas, como: Hexythiazox, Spirodiclofen e Cyflumetofen.

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